quarta-feira, 28 de julho de 2010

Jurema Ferraz, um olhar por dentro da miss

Convicta da missão, Jurema Ferraz, Miss Angola 2010, tem as malas feitas rumo ao concurso Miss Universo 2010, que se realiza no próximo mês de Agosto, no Mandalay Bay Events Center, cidade de Las Vegas, nos Estados Unidos da América.
Aos 25 anos, Ema, nome vulgar entre os familiares e amigos próximos, apresenta--se confiante na missão que lhe está atribuída, representar condignamente Angola na 59.ª edição do concurso Miss Universo. 
Um certame que trará 84 nações na disputa do pódio com o título de mulher mais linda do Universo.
Jurema Ferraz viajou 
para o Brasil na passada terça-feira, dia 13, país onde encerrará as actividades de preparação para o concurso que elegerá a sucessora de Stefanía Fernández da Venezuela, Miss Universo 2009. A Miss aproveitará ainda a viagem ao Brasil para completar o guarda-roupa 
a usar em Las Vegas.
A preparação para o certame, que começou em Fevereiro, é feita de forma intensiva nas componentes física e estética. Inclui uma dieta rigorosa e um plano de aulas de comunicação, tudo com o propósito de representar da melhor forma o país no concurso que se realizará no dia 23 de Agosto.

A mais bonita
A província do Namibe (na altura designada por Moçâmedes) foi a primeira a estrear-se na eleição da mulher mais bonita de Angola, em 1971, com a subida ao pódio de Maria Celmira Bauleth (Riquita), 
a primeira Miss Angola.
Eis que, 39 anos depois a província é novamente representada, e desta vez por Jurema Ferraz, que conquistou a coroa entre 
as 26 candidatas provenientes das 18 províncias de Angola e da diáspora. Ema chegou à fase final do concurso depois de alcançada a vitória no 
Miss Namibe 2010.
Eleita a mulher mais bonita da província que a viu nascer, a Mucubal confessa que a sua rotina diária sofreu uma “mudança de 180 graus”, 
como a própria descreveu. 
A candidatura aconteceu como que por acaso, quando foi enviada ao Namibe para uma missão de serviço pela antiga empresa, onde trabalhava como transitária.
Na altura, e enquanto passeava pelas ruas do Namibe, Ema, era constantemente convidada a inscrever-se ao concurso, e por estar na idade limite de candidatura, 25 anos, finalmente decidiu dar seguimento aos desafios. O justo prémio surgiu mais tarde quando recebeu a coroa das mãos da ex-miss Namibe, Carla Duarte.
Por ter saído de Luanda, cidade onde cresceu e fixou residência pelo facto dos pais terem sido transferidos do Namibe para a capital, Ema era tida como forasteira entre as demais candidatas. Durante o estágio, as candidatas provinciais ficaram durante dois meses alojadas no Complexo Habitacional Colina do Sol, em Talatona, onde tiveram aprendizagem de História de Angola, estética, desporto e outras actividades. A final do concurso foi realizada no majestoso Centro de Convenções de Talatona (CCTA). Foram eleitas Helena Jacinto da Lunda-Sul como 2.ª dama de honor, Ivanita Jones da província do Zaire, 1.ª dama de honor e, finalmente, Jurema Ferraz, 
a Miss Angola 2010.
Como é de praxe, durante a preparação das Miss além da apresentação à imprensa houve uma gala de beneficência — anualmente organizada pelo Comité 
Miss Angola (CMA) — onde cada uma das misses demonstra um talento, 
que, desta feita, ocorreu 
na sala de espectáculos 
do Cine Tropical.
O teatro foi a área 
escolhida por Ema, pelo que retratou o papel da “zungueira” no seu dia-a--dia e as peripécias por que passa, na busca do sustento familiar. Durante a encenação a vendedora ambulante comercializa os quitutes das províncias por onde passou o Campeonato Africano das Nações, CAN 2010.


A preservação do Ambiente
O CMA defende anualmente uma causa nobre em prol da sociedade, e deve ser desenvolvida a nível nacional pela miss eleita. Regra geral, a causa é pela luta contra o HIV.
Por sua vez, e apesar de Ema ter vindo a desenvolver uma série de actividades relacionadas com a luta contra do HIV, a Miss realça que tem ainda como causa pessoal a luta na preservação do meio ambiente.
Entre as várias acções levadas a cabo a activista recorda, um pouco constrangida, uma actividade realizada há três meses na localidade do Dombe Grande, província de Benguela, quando foi convidada a entrar na roda de dança e a acompanhar os passos típicos dos nativos daquela localidade. “Foi engraçado embora algo constrangedor, porque estava cansada e com muita fome. Nesse dia a jornada havia começado muito cedo. Mas ainda assim entrei para o meio da roda, dei alguns passos de dança e diverti-em bastante. Gostei de estar na povoação”, lembra.



Suspense Model
Manequim e modelo fotográfico, Ema dedicou-se à moda durante sete anos consecutivos até que há três anos, por razões alheias à sua vontade, se viu obrigada a abandonar as passerelles e a dedicar-se aos estudos e à actividade profissional como transitária. Enquanto manequim, contratada pela agência de modelos Suspance Model, desfilou por algumas passerelles nacionais e participou em diversos 
spots publicitários.

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